28/12/2016 18:11 - Atualizado em 07/02/2017 12:43

A performance além da música instrumental da banda Horta Project

O GT bateu um papo com Tiago Palma, baterista do trio brasiliense

Felipe Madureira
Guitar Talks
Horta Project - Foto: divulgação

É notório que a cena independente conta cada vez mais com bandas de rock instrumental. Desde os veteranos do Macaco Bong, que veio neste ano com um disco novo revigorante, além de abrir um espaço para shows e intercâmbio cultural. Até o trio Horta Project, que lançou também em 2016 o DVD “Anatomy of Sound”.

Chegando aos oito anos de estrada, Rodrigo Vegetal (guitarra), Lucas Cuesta (baixo), Tiago Palma (bateria) levam a musicalidade de Brasília a um novo patamar - ao mesclar música, efeitos visuais e dança. Tudo isso faz parte do show de “Anatomy of Sound”.

“Montamos o projeto desse espetáculo e começamos a construir uma performance que explorasse tanto nosso lado musical quanto nosso lado visual”, explica Palma. O video mapping utilizado foi incorporado a um jogo de luzes pensado somente para a ocasião.

O som da banda é uma mistura explosiva entre metal, progressivo, funk e groove. “(...) o metal e o progressivo realmente são a espinha dorsal da banda (...). Porém, todos tivemos também influências de hardcore e um rock mais grooveado”, diz. 

Confira a integra da entrevista no GT!

Horta Project - Foto: Thais Mallon

Guitar Talks - Vocês lançaram neste ano o DVD “Anatomy of Sound”. Me falem um pouco sobre esse trabalho – os efeitos de vídeo mapping e os números de dança contemporânea.

Tiago Palma - Foi uma experiência além de tudo que já produzimos em nosso tempo juntos. Com apoio da Secretaria de Cultura (de Brasília), montamos o projeto desse espetáculo e começamos a construir uma performance que explorasse tanto nosso lado musical quanto nosso lado visual. 

Convidamos o diretor David Murad para coordenar e conceituar essa experiência, que junto com o Vj Boca uniram o roteiro do David com visuais que ora seriam projeções, ora seriam a performance da coreógrafa e dançarina Nara Faria.

O mapping criou camadas e deu uma dimensão muito especial. Havia telas onde eram projetadas as imagens que conversavam e se mesclavam com o telão gigante que servia de fundo de palco. Isso, junto com a iluminação épica do Moisez Vasconcellos elevou esse show a uma proporção que a gente nem imaginava. Foi um momento muito especial. Muito exaustivo e trabalhoso, mas gratificante!

GT - Há uma infinidade de bandas instrumentais na cena brasileira atualmente. Vocês ouvem algumas dessas bandas?

Pois é! A gente tem acompanhado cada vez mais a cena instrumental no Brasil e tem encontrado muita coisa boa. Quando participamos do PIB em São Paulo (festival Produto Instrumental Bruto), entramos em contato com todas essas bandas. 

Fizemos amizade com o pessoal do Camarones Orquestra Guitarristica, que nos levou este ano para o Festival DoSol e foi um incrível! Claro, também os já veteranos do Macaco Bong. Nós fizemos, aliás, uma pré-produção das músicas do DVD com o Bruno Kayapy (guitarra) no estúdio Benedicta. 

Tem também nossos amigos e conterrâneos Muntchako, Passo Largo, Vintage Vantage, por exemplo. Assim como The Skrotes, Vendo 147, Confeitaria, SLVDR, Salvage... A lista continua.

GT - Como tudo começou pra vocês?

Nosso guitarrista Rodrigo Vegetal tinha algumas composições, basicamente algumas músicas que ele queria lançar como seu trabalho solo. Porém, na medida que começamos a trabalhar nelas, tivemos o intuito de deixá-las menos como backing tracks pra guitarra solar e sim músicas onde os três instrumentos falariam e teriam o mesmo destaque e importância. 

Ou seja, cada vez mais foi caminhando para ser uma banda e menos um projeto solo. Com isso, cunhamos a banda de Horta Project e começou nosso laboratório musical. Experimentando estilos e abordagens diferentes para cada música.

Horta Project - Foto: divulgação

GT - Como aliar estilos tão distintos como metal, progressivo, funk e groove? Qual deles predomina na sonoridade da banda?

Acredito que o metal e o progressivo realmente são a espinha dorsal da banda. Nossas influências, dos três, giram muito em torno de bandas como Tool, Meshuggah, Lamb of God, Metallica, Dream Theater (até certo ponto), Liquid Tension Experiment... Porém, todos tivemos também influências de hardcore e um rock mais grooveado.

GT - Qual a pira com o lance do Besouro?

Uma das músicas do nosso EP chama "Besouro Verde", em homenagem ao personagem do programa de televisão. Com isso, na criação da arte do álbum eu pesquisei sobre o besouro e descobri que o Besouro Verde é um besouro brasileiro muito característico. 

Aí esse desenho dele grudou na gente. Funcionou tão bem e ficou tão exótico quanto o nome que decidimos continuar usando. Ele escolheu a gente mais que nós a ele.

GT - Pra encerrar, deixem um recado para as pessoas que vão ler essa entrevista e as que acompanham o trabalho de vocês.

A gente agradece de coração a todo mundo que vem acompanhando nosso som e vem curtindo com a gente, trocando ideia nas redes sociais e nos eventos e shows que participamos. Gostamos muito dessa troca, desses papos e de conhecer novos sons sempre. 

Espero que curtam nosso álbum "Anatomy of Sound" e que nos sigam nas plataformas como Spotify e afins! Conheçam nosso site e fiquem ligados na nossa página oficial do Facebook pra notícias e shows pela frente!! Grande abraço!

Ouça “Anatomy of Sound”:

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