30/10/2017 19:08 - Atualizado em 30/10/2017 19:47

"Contradições" giram em torno do Instinto Animal e seu rock munido de riffs

Leia entrevista de banda que tem na bagagem o disco “Vertigem”

Felipe Madureira
Guitar Talks
Instinto Animal - Foto: divulgação

Instinto Animal é um power trio formado por Dani Martins (bateria), Léo Fernandes (vocal/guitarra) e Urso (baixo). Eles têm influenciadas bem fundamentadas em lendas do rock como Jimi Hendrix, Black Sabbath e Led Zeppelin. Os instigantes riffs guiam o som dos moleques, que têm na bagagem o disco “Vertigem”.

O material foi produzido no Lampadinha, pelo próprio. A trinca rockeira ensaiou por um mês e conseguiu levar o melhor para o disco – gravado ao vivo em apenas 3 dias. O GT conversou com a banda, e os assuntos giraram em torno desse debut, política, do nome da banda, de como ser um grupo de rock, em um momento de “baixa” no mercado. Confira agora!

Guitar Talks - Por que Instinto Animal? Visceralidade sonora ou realidade transportada para o som do trio?

Instinto Animal - Dar nome pra banda é mais difícil que dar nome pra filho, porque não dá pra repetir! (Risos) O nome tem tanto a ver com a nossa pegada agressiva de som quanto o pensamento das letras. O ser humano se julga muito poderoso, muito racional, mas na verdade ele age muito pelo instinto animal dele. 

Sexo, disputa por poder, vícios, tudo isso tem a ver com instinto, não com racionalidade. Nossas letras têm muito a ver com isso: não são certezas ou lições, mas dúvidas e contradições que a gente vive, que não são tão facilmente explicadas.

Instinto Animal (logo) - Imagem: reprodução

GT - Como é fazer rock no Brasil de 2017?

É um desafio bom, porque a gente tem recebido muitos elogios e cada vez mais seguidores à medida que espalhamos nosso som. Cada gênero musical tem suas vantagens e desvantagens, e o rock não é diferente. 

Atualmente, o rock não está na grande mídia, mas isso não é um problema. Têm muitas bandas com muita qualidade fazendo um puta som e isso mostra que a qualquer momento o rock vai voltar a ser mais falado.

GT - A banda em sua lírica aborda temas como intolerância, egoísmo, vícios e política. 2018 vai ser um ano tenso, de eleição, e há um latente crescimento do conservadorismo no Brasil. Como essas coisas que estão rolando no País influenciam vocês sonoramente?


Influenciam direta e indiretamente. Em tempos assim as pessoas agem de maneira diferente, tendem a ser mais intolerantes, egoístas e assim vai. Curiosamente, “Fogo No Circo”, que é explicitamente política, é uma das nossas músicas mais antigas que foi feita antes mesmo das passeatas contra corrupção no Brasil.

Já “Amar É Loucura” fala implicitamente de intolerância e das diferenças que eram muito vividas na época do impeachment. Com certeza 2018 promete pra todos nós.

GT - Jimi Hendrix, Black Sabbath e Led Zeppelin são algumas referências. A guitarra, aparentemente, meio que “determina” o som de vocês. Falem um pouco sobre isso e sobre a importância de cada instrumento do Instinto Animal.

Na verdade, o que comanda nosso som é o riff. A partir dele que tudo funciona. E nas nossas músicas, por sermos um trio, tudo tem sua função e seu lugar bem definido. Qualquer elemento que fica de fora faz muita falta no som. Jimi e Led em estúdio eram bem diferente do ao vivo.

GT - Vocês lançaram “Vertigem” no ano passado. Falem um pouco do conceito do disco e da produção, assinada pelo Lampadinha.

“Vertigem” surgiu de várias músicas que tínhamos desde o começo da banda. Apresentamos cerca de 17 músicas pro Lampadinha, que selecionou onze, conforme tínhamos combinado. Ele então marcou a data da gravação e falou "agora vocês vão ensaiar até entrar em estúdio, todos os dias". E foi o que a gente fez.

Instinto Animal - Foto: divulgação

Foram trinta dias sem parar, ensaiando muito todas as músicas. Pudemos ver o resultado: foram só 3 dias de gravação no formato ao vivo. Conseguimos ter um som bem orgânico do jeito que a gente tinha se proposto a fazer.

O álbum consegue dosar músicas calmas, músicas rápidas, músicas agressivas e músicas dançantes, porque não queríamos um álbum enjoativo e queríamos abrir os horizontes, por se tratar de um álbum de estreia. Lampadinha deu uma cara pro nosso trabalho, uma sonoridade com que ficamos muito satisfeitos.

GT - A última é uma mensagem final para fãs e para quem acompanha o Guitar Talks.

Valeu primeiramente ao Guitar Talks por abrir esse espaço não só pra gente, mas pra todo mundo que gosta e que fala de música. Pra quem tá conhecendo a gente pela primeira vez, não deixe de assistir ao clipe de "Amar É Loucura", que é um pontapé pra sacar nosso som! 

Estamos nas redes sociais e nas plataformas digitais, então só buscar por “Vertigem” que acha. E não deixem de ouvir sons novos, não só de rock, mas de tudo que puder, afinal, é de música que a gente gosta! Grande abraço pra vocês!

Ouça todo o album "Vertigem” acessando este link.

Confira o clipe de “Amar É Loucura”:

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