13/04/2017 23:13 - Atualizado em 13/04/2017 23:23

Netflix, seus algoritmos e três dicas de filmes

“7 Psicopatas e um Shih Tzu”, “Vida após Beth” e “Já não me sinto em casa nesse mundo” estão na lista

Matheus Krempel
Hey Amigos!

Hey Amigos!
Por Matheus Krempel

Hoje não vou falar sobre o homem desconstruído, da mulher empoderada, da geração X, Y ou mesmo da Z (será que a próxima é a geração A?!). Numa boa... Caguei mole para esses papos. Hoje volto aqui para compartilhar com vocês, um feito impressionante que consegui essa semana. 

Que feito incrível foi esse? Eu assisti a três filmes na sequência, depois das 20hs, sem dormir e sem me decepcionar com nenhum deles. Como bom amigo, vou compartilhar, sem spoilers (é óbviom), as três descobertas.

Comecei minha maratona com o já antigo “7 Psicopatas e um Shih Tzu”, que tem um elenco estelar (Christopher Walken, Sam Rockwell, Woody Harrelson, Colin Farrell e o mitológico cantor Tom Waits) e que por si só aliado a presença do cachorrinho Shih Tzu já vale os 110 minutos de ação e senso de humor questionável.

O filme conta a história de um roteirista com bloqueio criativo e que está tentando escrever um filme intitulado, “Os 7 Psicopatas”. Com a ajuda de um amigo ator, ele embarca em uma jornada mezzo-gonzo atrás de material para o seu roteiro.

O que se desenrola a partir daí é uma série de situações bizarras que vão se entrelaçando, confundindo e quase sempre divertindo. O filme de 2012 tem direção do inglês Martin McDonagh e recebeu bons reviews na época.

``7 Psicopatas e um Shih Tzu´´ - Foto: reprodução

Depois dessa brisa doida dos “7 Psicopatas”, fui atrás da minha grande paixão: zumbis. Minha relação com os zumbis começou quando eu era um pré-adolescente e descobri o filme "A Volta dos Mortos Vivos", que além de ser um clássico do gênero, merece mais respeito ainda por ser um mix de terror com comédia. Nesse “Vida após Beth” a abordagem não é muito diferente.

Zach, interpretado pelo esquisitíssimo Dane DeHaan, está desolado após a morte da sua namorada Beth. Sem apoio da sua família, Zach começa a visitar os pais da falecida na busca por algum consolo (sem conotações sexuais, ok?!). 

Um dia a família de Beth começa a ignorar as tentativas de visita de Zach, que resolve verificar o que acontece. Em uma de suas investidas espionando a casa, descobre que sua namorada na verdade está viva e vivendo normalmente, no entanto sem sair de casa.

A partir daí o filme transita entre o drama, terror e humor negro com muita desenvoltura e sem grandes ambições, mantendo se fiel ao gênero e oferecendo boas cenas de terror aliadas a boas risadas.

Esse filme de zumbis me deu ânimo e com um sorvete de chocolate no esquema, decidi encarar um terceiro filme.

De alguma forma, todos os três filmes têm em comum roteiros non sense, humor negro e boas tramas. Não sei se o Netflix está usando seus algoritmos para me levar a filmes estranhos, principalmente após eu assistir "Um cadáver para sobreviver" com o Daniel Radcliffe, ou se sou eu que estou me tornando um sem noção.

A verdade é que eu vi o Elijah Wood (que é quase um sósia do Radcliffe) no elenco e decidi apostar nesse, que em minha opinião, foi o melhor filme da noite. Uma produção da Netflix, "Já não me sinto em casa nesse mundo" é o filme que todos que se identificam com os textos dessa coluna precisam ver.

Interpretada brilhantemente pela atriz Melanie Lynskey (a Rose do “Two and a Half Men”), Ruth é uma assistente de enfermagem que, assim como eu, anda inconformada pelo fato do mundo estar infestado por zumbis... ops, chega de zumbis... eu quis dizer cuzões.

``Harley Davidson and the Marlboro Man´´ - Foto: reprodução

Pessoas furando fila no caixa, racismo, desrespeito e todo aquele caminhão de chorume que encaramos todos os dias fazem parte da realidade da protagonista (provando que não são apenas os brasileiros que são mal educados, escrotos e individualistas, ok amiguinhos?!). Ser escroto parece ser a “New World Order”.

Um dia, Ruth chega em casa e descobre que sua residência foi roubada. Ela chama a polícia que faz o B.O. e encerra o assunto, deixando a mulher inconformada. 

Por conta disso, ela embarca em uma aventura para descobrir quem roubou sua casa e acaba topando com um vizinho, interpretado pelo senhor "Frodo" Wood, que decide ajudar na busca dos responsáveis pelo crime.

Não vou dizer mais nada sobre esse filme, apenas deixar a minha recomendação e torcer para que vocês gostem. Fazia tempo que eu não acertava a mão em um filme, quanto mais em uma trinca de filmes.

Só me esqueci de mencionar que um dos meus filmes favoritos é "Harley Davidson e Marlboro Man" e se para muitos isso é o suficiente para questionar meu gosto, eu continuo não ligando e sigo me entupindo com filmes despretensiosos e divertidos.

#procuresaber

E o bônus da vez:

Matheus Krempel

Matheus Krempel

Matheus Krempel toca desde 1995 no The Bombers e também canta no Reverendo Frankenstein. Já escreveu para o fanzine Rebel Magazine e colaborou com matérias para diversos sites como Zona Punk e Blog n´ Roll A tribuna. Há 10 anos atua no mercado da moda de luxo, na área administrativa, inclusive já tendo ministrado palestra na Faculdade Unisanta.

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