08/03/2017 11:49 - Atualizado em 11/04/2017 22:02

Dica GT: Rakta, a energia feminina como princípio de tudo

Trio é uma seita que percorre o mundo

Marcos Ferreira
Dica GT
Rakta - Foto: divulgação

“Absurdo”! já dizia o músico baiano Russo Passapusso. Eu digo “absurdo” para o som do Rakta. É obscuro, é noise, é espacial, é nosso Dica GT desta quarta-feira, 8 de março de 2017 – dia da mulher.  

A polpuda sonoridade da banda chama atenção, porque os ruídos ali estão, mas a guitarra não – o instrumento que mais resume o “poderio” do homem no rock, o rockstar quase sempre tem guitarra. Pois é, Paula, Carla e Nathalia vão na contramão da predominância do “falorock” até em sua formação. É um pouco da ideia expressada por elas em entrevista no Nada Pop, concedida à front do In Venus, Cintia Ferreira.

“O que fazemos já é um ato que contesta por si só. A presença da energia feminina (não como gênero, mas como um princípio) é muito forte”, explica. Aliás, Rakta representa vermelhidão, essa energia, o sangue menstrual, Rakta é algo que jorra do corpo da mulher, mas também percorre o de todos nós de forma intensa.

Acredito que não tinha banda melhor para escolher nessa homenagem. E você vai sacar todo esse poderio real dando um ligo na apresentação da trinca no badalado KEXP. Rakta é uma banda, um power trio, uma seita que quer dominar o mundo. É Brasil, Japão, Estados Unidos, é Canadá, é a contestação de essência.

Assista a elas no KEXP:

Ouça um dos últimos trampos da Rakta:

Marcos Ferreira

Marcos Ferreira é músico, jornalista cultural e assessor de imprensa. Com passagens como redator em agências de notícias, é um dos criadores do Guitar Talks e comanda uma empresa de comunicação.

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