04/02/2017 12:37 - Atualizado em 07/02/2017 00:12

Vida e obra de Jair Rodrigues, Bob Marley, Natalie Cole, Axl Rose e Rick Astley

Brilhantismo em diversos estilos musicais na coluna desta segunda-feira

Redação
Hoje é Dia

Hoje é dia!
Por Ladenilson Pereira, professor e historiador


Samba, reggae, jazz, rock e pop brilhantemente representados na playlist de hoje. Exagero? Confira você mesmo...

O divertido e talentoso Jair Rodrigues se despediu de nós em SP, no dia 8 de maio de 2014 - Foto: arquivo

O samba marca presença com o cantor JAIR RODRIGUES, nascido em 6 de FEVEREIRO de 1939. Em 1964, estourou em todo o País com “Deixa isso pra lá", chamando a atenção por sua gesticulação ao interpretá-la. Seu refrão, dito num “canto falado”, faz com que esta música seja considerada precursora do rap brasileiro. Ao substituir Baden Powell num show realizado no Teatro Paramount em São Paulo, no ano de 1965, teve a oportunidade de cantar pela primeira vez ao lado de Elis Regina. O sucesso absoluto deste encontro casual, fez com que fossem convidados para apresentar o programa “O Fino da Bossa” na TV Record. Além de marcar época na história da música e televisão do Brasil, a parceria rendeu LPs antológicos (num deles, está “Tristeza” um de seus maiores sucessos). Em 1966, defendeu “Disparada” de Geraldo Vandré e Theo de Barros no II Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), dividindo o primeiro lugar com “A Banda” de Chico Buarque. Outro grande momento ocorreu em 1971, com o LP “Festa para Um Rei Negro”, ao cantar o samba homônimo, com um dos refrões mais populares de todos os tempos: "Ô lê lê, ô lá lá/ pega no ganzê/ pega no ganzá". Embora tenha diminuído o ritmo de suas gravações a partir dos anos 70, acabou por incorporar novos ritmos à seu repertório, como serestas e a música sertaneja, o que ampliou seu público. Dentre os títulos que merecem destaque em sua obra estão “Orgulho de um Sambista”, “Pisei Chão”, “Antologia da Seresta”, “Lamento Sertanejo”, “De todas as bossas", e principalmente, “Intérprete”. Neste último, gravado em 2002, contou com a participação especial de Dominguinhos, Wilson Simoninha, Jair Oliveira, Rappin´ Hood, César Camargo Mariano, Jongo Trio e Lobão; ali são revisitados seus grandes sucessos como é o caso de "ZIGUEZAGUE". A repercussão de seu repentino desaparecimento em 2014, deixou evidente como era uma figura querida da cena artística brasileira.

Bob Marley morreu na Flórida, EUA, em 11 de maio de 1981 - Foto: arquivo

Do reggae, o mínimo a dizer é que o representante é seu rei; o cantor e compositor jamaicano BOB MARLEY, nascido em 6 de FEVEREIRO de 1945. Devoto do movimento rastafári, propagou em música a filosofia de paz, igualdade social, resistência à opressão, liberdade e amor. Suas canções foram a voz do povo pobre e oprimido de seu país. A vida breve e o caráter universal de sua mensagem o tornaram um ícone, uma figura extremamente popular mesmo em países onde nunca esteve e entre jovens que nunca puderam vê-lo atuar. A coletânea póstuma “Legend”, lançada em 1984, reúne o melhor de sua obra, sendo um daqueles discos obrigatórios aos fãs de boa música. No repertório, joias como "One Love/People Get Ready", "Redemption Song", "Satisfy My Soul", “Exodus”, "Is This Love", "Three Little Birds", "Buffalo Soldier", "Get Up, Stand Up" e "NO WOMAN, NO CRY” (que aqui no Brasil, recebeu a antológica versão de Gilberto Gil, “Não Chore Mais”).

Natalie Cole faleceu nos EUA, em 31 de dezembro de 2015 - Foto: divulgação

O jazz vem personificado por uma verdadeira diva, herdeira de uma das maiores vozes de todos os tempos. Falo da cantora NATALIE COLE, nascida em 6 de FEVEREIRO de 1950. A filha de Nat King Cole surgiu na cena artística nos anos 70, por conta de álbuns como “Inseparable”, “Natalie”, “Unpredictable”, cantando ao estilo de Aretha Franklin. Após problemas pessoais e discos de pouca repercussão nos anos 80, ela ressurgiu na década de 90 com os excelentes “Unforgettable... with Love”, “Take a Look” e “Stardust”, nos quais revisitou os standards gravados por seu pai. Até sua recente partida, no apagar das luzes de 2015, manteve a reputação de uma das mais competentes intérpretes jazzistas da contemporaneidade. De seus últimos trabalhos, o destaque vai para “Still Unforgettable”, do qual ressalto a faixa “IT’S ALL RIGHT WITH ME”.

O polêmico, notório e agora mais calmo Axl Rose faz 55 anos - Foto: divulgação

O rock surge através de um de seus maiores ícones, o instrumentista, cantor e compositor AXL ROSE, nascido em 6 de FEVEREIRO de 1962. O temperamental, carismático e polêmico líder dos Guns N´ Roses conquistou o status de estrela de primeira grandeza na virada dos 80’s para os 90’s graças ao arrasador sucesso de discos como “Appetite for Destruction”, “G N´ R Lies”, “Use Your Illusion I” e “Use Your Illusion II”. Como tantos outros astros do gênero, apresentou, após o triunfo, desentendimentos com antigos companheiros e variados problemas pessoais. Conseguiu superar o relativo ostracismo com um outro bom trabalho, o tão aguardado “Chinese Democracy”, gravado ao lado de uma outra formação de músicos. Nada que diminua o carinho de seus milhões de fãs, entre os quais, humildemente me incluo. O anúncio do retorno do guitarrista Slash e do baixista Duff McKagan ao grupo, no final de 2015, foi uma daquelas notícias que encheu de alegria o peito deste notório saudosista aqui. Afinal, é a realização parcial de um de meus sonhos secretos: ver outra vez reunida a formação que tornou "SWEET CHILD O’ MINE” praticamente um hino para toda uma geração.

Rick Astley comemora seus 51 anos - Foto: divulgação

O pop que encerra a coluna de hoje aparece através do instrumentista, cantor e compositor britânico RICK ASTLEY, nascido em 6 de FEVEREIRO de 1966. Com pouco mais de vinte anos, em 1987, o artista mostrava a que veio com o álbum “Whenever You Need Somebody”. Nos anos seguintes, sua fama se consolidou graças ao sucesso de “Hold Me in Your Arms” e “Free”. Muitas de suas canções são presença garantida em coletâneas e festas temáticas dos anos 80. Atire a primeira pedra o quarentão ou cinquentão que não se divertiu ao som de "Together Forever", "She Wants To Dance With Me", "Dial My Number", "Take Me To Your Heart", "Cry For Help", "Never Knew Love", "Behind the Smile" e principalmente, a indefectível “NEVER GONNA GIVE YOU UP”. Os apreciadores de raridades estão intimados a conhecer “Portrait”, gravado em 2005. Nele, o aniversariante deixa o pop que o consagrou e envereda pelo soul, fazendo cover de clássicos como “Vincent (Starry Starry Night)”, “Close to You” e “Nature Boy”. Sirva-se deste banquete musical sem a menor moderação...

Ladenilson Pereira

Ladenilson Pereira

Formado em História e Direito pela USP, Mestre em Educação pela Uninove, Professor Universitário na FALC (Faculdade da Aldeia de Carapicuíba), Professor de História no MED Vestibulares e também leciona na rede pública estadual paulista. Ele colabora com o Guitar Talks desde setembro de 2013. Exerce seu primeiro mandato como vereador de Carapicuíba.

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