26/09/2017 12:36 - Atualizado em 19/10/2017 22:09

O folk "à brasileira" do Monoclub, grupo que percorre estradas mundo afora

Quinteto já passou por vários estados do Brasil, Estados Unidos, Argentina e Uruguai

Felipe Madureira
Guitar Talks
Monoclub - Foto: Rafael Côvre

O Monoclub é um grupo que conta com grandes desbravadores musicais sem medo de se jogar nas estradas da vida. O périplo soma vários estados do Brasil como Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Na gringa, Estados Unidos, Argentina e Uruguai tiveram o prazer de receber essa rapaziada de Sorocaba (SP).

O quinteto, formado por Fabio Baddini, Bruno Orefice, Bruno Peretti, Lucas Marx e Dilson Sartori, foi adquirindo influências ao longo de sua existência como também pelos cantos que passou, com o contato com as mais diversas figuras desse mundão.

A mistura sonora é o que podemos classificar, a grosso modo, de "folk à brasileira". Há óbvias influências de fora, que passam por ídolos do indie rock, como o Wilco, a artistas do country, ragtime, bluegrass, gipsy jazz e folk norte-americanos. O cancioneiro Renato Teixeira está entre as influências brazucas. 

Confira o bate-papo com a banda, que fala ainda sobre outras coisas, como a concepção do próximo disco:

Monoclub - Foto: divulgação

Guitar Talks - Vocês têm influências que vão de Wilco a Renato Teixeira, uma espécie de "folk à brasileira". Como nasceu essa "brisa" de misturar coisas aparentemente tão distintas?

Monoclub -
Na verdade, essa brisa veio naturalmente. Tudo o que escutamos no dia-a-dia acaba influenciando de alguma maneira em nosso som - tentamos passar isso tanto nas letras quanto nos arranjos e melodias. Sempre que estamos na estrada gostamos de ouvir juntos o que cada um traz de novo e também coisas que gostamos em comum. Assim vai nascendo essa nossa mistura.

GT - O Monoclub passou por vários estados recentemente, além de Argentina e Uruguai. Como foi essa aventura sonora?

Aventura sonora, alguns perrengues vividos, mas muita história pra contar! Essa experiência foi extremamente válida não só pelo fato de agregar coisas novas no som, em termos de pesquisa musical, mas como grupo e, principalmente, pessoalmente foi muito proveitosa! Aprendemos muita coisa, conhecemos muita gente massa, fizemos um som em casas bem legais, gravamos vídeos no meio do nada em cenários incríveis, enfim... 

Foi um rolê que durou cerca de um mês, começando aqui no Brasil - passando por Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Entramos para a Argentina percorrendo o norte, beirando a cordilheira até chegarmos em Buenos Aires. Depois entramos no Uruguai até Montevideo para enfim retornamos ao Brasil. Foi DEMAIS e logo teremos bastante material novo por aí!

GT - Antes, o grupo foi bater na terra do “Tio Sam”. Como foi apresentar aos estadunidenses o som peculiar do grupo?

Foi nossa primeira viagem internacional e como nossa música tem bastante influência de lá achamos que seríamos mais um grupo de folk no meio de tantos. Quando chegamos e começamos as apresentações vimos que pelo fato de nossas composições serem em português faziam com que o público enxergasse nossa música de uma maneira totalmente diferente, despertava um interesse nas pessoas, portanto a recepção foi a melhor possível, fizemos muitos contatos, tocamos em lugares históricos, festivais tradicionais. 

Monoclub - Foto: Rafael Côvre

Acredito que todas as viagens que fazemos são engrandecedoras, mas quando estamos fora de nossa zona de conforto, isso nos obriga a ter um outro tipo de força que nos enche de esperança e vontade de rodar mais ainda o Brasil e seguir fazendo música aqui pelo nosso País!

GT - “Romperia” é o primeiro disco e foi lançado no ano passado. Mas vocês já estão na ativa desde 2011. Como se deu essa trajetória? 

O " Romperia" é o resultado de todo esse tempo que acumulamos experiências e ideias para depositar tudo em um único registro. Esse álbum tem um conceito muito forte que no fundo representa a vivência de uma banda independente.

GT - Como vem o segundo disco que vocês andam preparando?


O segundo disco ainda está em produção e não sabemos bem como finalizaremos. Mas acredito que ele será mais evoluído mesmo, bem diferente do "Romperia". Músicas inéditas e instrumentos inéditos. Estamos nos apegando a timbres e testando muito antes de gravar. Esperem coisa diferente e boa!

GT - A última é um salve final para os leitores do GT e para quem acompanha o trabalho do Monoclub.

Primeiramente valeu Guitar Talks pelo espaço, é sempre bem massa ter lugares assim pra trocar uma ideia e divulgar o nosso trampo! Galera que conheceu o Monoclub agora e também quem já acompanha, fiquem ligados que vamos lançar um material muito bonito dessa viagem doida pela América do Sul e no início de 2018 tem disco novo! Valeu! 

Ouça "Romperia":

Ouça também no Spotify:

Assista ao videoclipe da música-tema:

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