09/12/2016 01:06 - Atualizado em 19/12/2016 10:34

Far From Alaska faz planos, prepara novo clipe e toca na SIM-SP

Baixista Edu Filgueira fala sobre os próximos passos da banda que vai abrir show do Garbage

Felipe Madureira
Guitar Talks
Far From Alaska - Foto: divulgação

Far From Alaska é uma banda que, apesar dos poucos anos de estrada, cresce a cada dia. Nós já entrevistamos a trupe algumas vezes e a sensação é a de que sempre há algo novo para falar. Se no começo da carreira, o FFA foi indicado pelo Garbage, em uma mensagem no Facebook, agora os potiguares mais globalizados do Brasil vão fazer o show de abertura dos norte-americanos.

“Exemplifica que um artista grande pode ajudar um pequeno sem muito esforço e o que isso significa pra continuidade artística no contexto geral”, explica o baixista Edu Filgueira.

O músico falou sobre o bom momento das bandas nacionais, as conquistas, novos planos e sobre a participação do quinteto formado ainda por Emmily Barreto (voz), Cris Botarelli (synth), Lauro Kirsch (bateria) e Rafael Brasil (guitarra) na Semana Internacional da Música (SIM-SP).

“Tocar nesse tipo de evento tem uma importância crucial na difusão da banda em outros mercados. São nacionalidades e mercados diferentes focados em alcançar os mesmos objetivos que você, mas com conhecimentos e perspectivas totalmente diferentes”, afirma.

Leia agora o bate-papo com o baixista do Far From Alaska:

O baixista do FFA Edu Filgueira - Foto: Cadu Andrade

Guitar Talks – Recentemente, o baterista do Vivendo do Ócio, Dieguito Reis, comentava sobre essa nova geração de bandas brasileiras, que inclui o Far From Alaska, o próprio VDO e grupos como Medulla. Como vocês avaliam esse momento da música nacional?

Edu Filgueira - Somos suspeitos pra falar, né(risos)? Mas acredito que estamos sim num grande momento. Não pela música nacional em si, que sempre foi rica, mas pelo público que aparentemente está voltando a comparecer em peso e prestar atenção em tudo que está acontecendo.

GT - O que falta para outras bandas terem a solidificação na cena que o Far From Alaska possui?

Não sei bem como me posicionar quanto a isso, não tem uma fórmula que faça a coisa funcionar. O que fazemos é muito simples: saímos de casa, fazemos amizades, tocamos muito, gravamos parcerias e trocamos ideias sobre o que funciona entre as bandas. Em resumo, interagimos. Não só profissionalmente, mas também no pessoal. Afinal, não tem sentido em estar sozinho, né?

GT - O Garbage fez um post no Facebook quatro anos atrás, recomendando a audição do som de vocês. Agora a FFA vai ter a oportunidade de ser a banda de abertura deles – que tocam no Brasil em dezembro. Qual o simbolismo desse show pra vocês?

Enchemos o saco deles! Brincadeira... ou não (risos). Acho que esse show diz claramente a eles: "vocês nos ajudaram e chegamos até aqui, obrigado!". Exemplifica que um artista grande pode ajudar um pequeno sem muito esforço e o que isso significa pra continuidade artística no contexto geral.

GT - O que vocês andam ouvindo? Garbage ainda faz parte desse escopo de bandas?

Sei que as meninas (Emmily e Cris) escutam muito pop e estão mais ainda nesse meio buscando influências. Rafael não escuta quase nada e o Lauro continua ouvindo Biffy Clyro (risos). Continuo escutando Garbage, principalmente agora com novo lançamento.

GT - E na região nordeste, o que há de bom rolando por lá?

Nessa época, festivais incríveis, como o DoSol e o Ponto CE. O Baggios lançou som novo recentemente e várias outras bandas estão produzindo coisa nova, não dá nem pra descrever, tem muita coisa rolando por lá de altíssima qualidade!

FFA - Foto: Valentin Desjardins

GT - O último disco do FFA é “modeHuman” (2014) – o primeiro da carreira. A banda ainda é nova, mas já fez mais de 200 shows, recebeu prêmio internacional e continua a figurar como uma das referências na cena independente nacional. Quais são os próximos passos da grupo? Turnê internacional? Novo disco? Videoclipe novo? Parceria com Paul McCartney (risos)?

Sim, sim, sim e Paul?! Sério?! Quem me dera (risos)! Estamos compondo disco novo, esse é o foco principal agora e com ele virá um clipe novo. Encerramos a tour “modeHuman” esse ano e partimos para uma nova fase, muito por fazer em pouco tempo. Isso é muito animador!

GT - Vocês vão fazer um show na SIM (Semana Internacional da Música). Como você eventos desse tipo e a importância para o ecossistema da música?

É a segunda vez que participamos da SIM e é um prazer se aventurar por debates e painéis voltados pra fomentar e desenvolver ferramentas para o mercado musical. Tocar nesse tipo de evento tem uma importância crucial na difusão da banda em outros mercados. São nacionalidades e mercados diferentes focados em alcançar os mesmos objetivos que você, mas com conhecimentos e perspectivas totalmente diferentes.

Serviço

Noite ELEMESS com Far From Alaska, Medulla e Ego Kill Talent
Sábado, 10 de dezembro a partir das 19h
Z Carniceria (Av. Brigadeiro Faria Lima, 724 – Pinheiros/São Paulo)
R$ 20 - antecipado
R$ 25 – na porta
Entrada gratuita para credenciados da SIM SÃO PAULO
Vendas aqui.

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