15/09/2016 17:09 - Atualizado em 20/09/2016 10:39

Arrocha, sertanejo e funk foram os ritmos mais ouvidos no primeiro trimestre de 2016

Ecad revela também que Gustavo Lima aumentou rendimento nos últimos cinco anos

Felipe Madureira
Guitar Talks

O Ecad divulgou recentemente o ranking com as músicas mais tocadas no Brasil de janeiro a março de 2016. Ritmos como arrocha, sertanejo universitário e funk deram o tom do que foi sucesso no país no período.

O órgão também analisou a carreira do sertanejo Gusttavo Lima nos últimos cinco anos, dando conta que com 97 obras e 637 fonogramas cadastrados no banco de dados da instituição, o segmento em que o artista teve a maior parte de suas músicas tocadas foi o de rádio, de onde vieram mais de 50% dos seus rendimentos. 

O levantamento aponta que o músico está emplacando mais músicas compostas por ele, em detrimento das compostas com ou por parceiros. Em 2013 e 2014, aproximadamente 40% de seus rendimentos eram das músicas de sua autoria com parceiros, e hoje esse trabalho já representa 60% do que Gusttavo Lima recebe.

Analisando o ranking dá para se perceber que a pessoa que mais arrecadou foi um desconhecido Thallys Pacheco. Ele compôs diversas faixas do disco dos sertanejos Jorge e Matheus. Pacheco, justamente com esse nome artístico, lançou-se recentemente na estrada, apadrinhado pela dupla que tanto faz sucesso com as composições do jovem de 25 anos.

Wesley Safadão - Foto divulgação

De acordo com o Ecad, “Sosseguei”, de autoria de Thallys Pacheco, foi a música mais tocada nas rádios entre janeiro e março de 2016. Depois dela vêm Chuva de arroz (Dudu Borges/Luan Santana); “Hello” (Greg Kurstin/Adele); “Aquele 1%” (Vinícius Poeta/Benício Neto) e “Sapequinha”(Ivan Medeiros/Eduardo Costa/Cabrera). 

Como consequência disso, Pacheco foi o autor com maior rendimento no período. Bruno Caliman; Anderson Freire; Paula Fernandes e Victor Chaves formam o top 5. Em bares, restaurantes, clubes e hotéis a lista ficou assim: “Parabéns a você” (Lea Magalhães/Mildred Junius Welch Hill/Patty Smith Hill); “Aquele 1%” (Vinícius Poeta/Benício Neto); “Assiste aí de camarote” (Barros Neto/Jota Reis); “Sosseguei” (Thallys Pacheco); “Farra, pinga e foguete (Thales Belchior/Paulo Stein/Gustavo Protasio).

Dá para se notar que “Aquele 1%” – famosa nas vozes de Marcos e Belutti e Wesley Safadão - também figura em algumas dessas listas, mas por exemplo no ranking de “Autores com maior rendimento no segmento de Música ao Vivo” a coisa muda um pouco de figura. O top 5 é composto por Djavan; Lulu Santos; Renato Russo; Caetano Veloso e (bingo!) Thallys Pacheco.

No segmento de “Músicas mais tocadas em estabelecimento como lojas comerciais, supermercados e shopping centers” também não há uma prevalência de arrochas e sertanejos, com domínio de canções internacionais como “Want to want me”; “Lean on”; “Uptown funk”; “Can´t feel my face” e “Hold my hand”.

Outro segmento, de “Músicas mais tocadas em estabelecimentos como bares, boates e drinquerias”, aponta “Aquele 1%” na liderança, seguida de “Assiste aí de camarote” (Barros Neto/Jota Reis); “Baile de favela” (MC João); “Paredão metralhadora”(Aldo Rebouças/Tays Reis) e “Bang”(Umberto Tavares/Jefferson Junior/Anitta). Os autores com maior rendimento no segmento foram Barros Neto; Jota Reis; MC João; Thallys Pacheco e Jefferson Junior.

O ranking do Ecad mostra algo um pouco óbvio: o domínio exercido por arrocha, sertanejo universitário e funk na indústria musial brasileira, com uma vantagem para oo sertanejo universitário. O Brasil é um País riquíssimo em ritmos, mas no mainstream prevalece os três ritmos.

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