23/03/2017 23:10 - Atualizado em 24/03/2017 12:57

Em evento de cervejaria, Peter Bjorn and John fazem show animado em São Paulo

Banda sueca tocou desfalcada de seu baterista John Eriksson; o grupo nova-iorquino Parquet Courts abriu a apresentação

Colaboração
Guitar Talks
Peter Bjorn and John - Foto: Roow

Por Samil Chalupe | de São Paulo
Colaboração: Crysthian Gonçalves


Entre os dias 3 de fevereiro e 12 de março, o Museu de Arte Contemporânea (MAC) da Universidade de São Paulo (USP) recebeu a exposição interativa “Art of Heineken”, patrocinada pela própria marca para contar sua história, desde a criação do produto, às embalagens, publicidades e o modo de fabricação.

O evento também recebeu diversos shows no período em que durou a mostra. Foram nove dias de festas com bandas e Djs. Entre as atrações recebidas estiveram Flora Mattos, Liniker e os Caramelows, Emicida, Metá Metá, Baleia e Far From Alaska. Encerrando o evento, a banda sueca Peter Bjorn and John tocou nos dias 11 e 12 de março, sábado e domingo, duas últimas datas da expo. Na derradeira, o show teve cobertura da Guitar Talks.

Realizado no último andar do MAC da USP, o Art of Heineken separava a parte coberta do oitavo piso do prédio para a exposição interativa (que oferecia um copo de chopp no final, o que acabava sendo pouco, porque para comprar outro eram R$ 10, beijinho no ombro) e o terraço ficava reservado aos shows e às festas.

Nos dois últimos dias, a banda nova-iorquina Parquet Courts também foi atração no evento, agitando a plateia.

O Peter Bjorn and John tocou desfalcado de seu baterista, John Eriksson, por “problemas familiares”, como alegou o vocalista e guitarrista Peter Morén em entrevista exclusiva concedida ao Guitar Talks na porta do banheiro, sendo substituído por Nico, baterista que já tocou com a banda em outras oportunidades. “Mas John ainda está na banda”, fez questão de afirmar Peter Morén.

Peter Bjorn and John - Foto: Roow

O grupo repetiu, basicamente, o repertório de seus últimos shows da turnê atual, divulgando o álbum “Breaking Point”. Tocou as animadas “A Long Goodbye”, “Dominos”, “Do-Si-Do” - do disco mais recente - e também “Second Chance” do álbum “Gimme Some”, de 2011, último antes do hiato de cinco anos sem que a banda lançasse sequer um single.

Do álbum “Writer’s Block”, de 2006, maior êxito da banda pelo hit mundial “Young Folks”, foram cinco músicas. Além da carro-chefe, tocaram “Amsterdam”, “Up Against the Wall” e “Objects of My Affection”, além da surpresa “Let’s Call it Off”, que abriu a apresentação.

O público brasileiro já foi elogiado em vários momentos por diversas bandas graças à sua empolgação e receptividade, mas a plateia do Art of Heineken fugiu a essa regra. Havia vários estrangeiros entre os presentes e, talvez, não haja uma gama muito repleta de pessoas dispostas a pagar R$ 190 pelo ingresso (o primeiro lote da exposição com o show saía por R$ 150. Sem o show, o público podia pagar a partir de R$ 22, só para conhecer mais a história da Heineken). 

Mas a banda não parecia incomodada com uma inicial apatia do público, que foi diminuindo no decorrer do show, quando ouviram as faixas mais esperadas como “Dig a Little Deeper”. Possivelmente acostumado com uma plateia que assiste ao show mais calada, Peter e Bjorn convidavam o público constantemente a participar das faixas com palmas e cantando. Peter ainda foi mais longe e se atirou na galera duas vezes.

Com muita simpatia e espontaneidade, os vocalistas conversavam com o público em alguns momentos, pois o palco era quase no mesmo nível da plateia. No bis, com pedidos de diversas músicas, Morén disse “nós viremos aqui de novo e tocaremos por três horas para vocês ouvirem tudo o que querem”. Tomara que voltem.

Confira outras fotos:

Peter Bjorn and John - Foto: Roow

Peter Bjorn and John - Foto: Roow

Samil Chalupe é jornalista pela Universidade Federal Fluminense, trabalhou na Unitevê, é nosso correspondente no Rio de Janeiro e quando está por São Paulo também nos escreve.



 

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